quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Eis que ontem minha mãe liga:

- Filha sua madrinha vai te ligar depois, ela não podia te atender quando vc ligou.
- Mas eu não liguei pra ela.
- Ela disse que vc ligou e perguntou se ela estava indo para a Embrapa (ela é aposentada faz tempo).
- Eu?? Eu não lembro não, só se eu tava chapada mãe! - Mas no meu celular não ha nada.
- Ela disse pra vc que ainda estava no carro voltando de Petrópoles!
- Acho que ela tava chapada mãe.
- Ok, pergunta ao seu irmão se ele leu o email que sua madrinha mandou ontem?

(Entra o irmão)
- Não tem nada dela na caixa de email mãe!

(silêncio)
- Mãe, a senhora tá chapada???

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

E a depressão bateu na porta

É engraçado mas, ontem no fim da tarde, me bateu aquela coisinha chata na mente e no coração.
Não era tristeza, nem arrependimento, sei lá o que era.


Mas após 3 meses...

Saí do trabalho, caminhei por meia hora sozinha no escuro... parei num lugarzinho que adoro, pedi uma cerveja e por mais de 1 hora as lembranças e a saudade daquelas "coisas" que deixei, bateram avassaladoramente em mim.

Lembrei da rua em que morava, do poste em frente minha casa, da rotina boa que eu tinha, da liberdade incontida que eu vivia.
Chegar sozinha, abrir minha geladeira, dormir largada de qualquer jeito... acordar em silêncio, tomar meu banho de meia hora...
Os meus cantos preferidos, as saidinhas diárias, o churrasco sagrado de todos os domingos... o tempo que eu tinha para escrever, para tocar meus intrumentos... os shows que eu fazia...
A forma como tudo ficava bagunçado e de repente, tudo estava arrumadinho e cheiroso de novo.

O meu carro ali na garagem, companheiro de todas as horas... vivia mais sujo do que limpo, mas gasolina sempre tinha e isso é que me deixava feliz.

Sim, tinha sempre um aperto aqui, outro ali. Algo que era obrigada a fazer, dias chatos, momentos ruins... mas, sem isso nada tem graça.
Fechei os olhos e pude sentir a mesma brisa fria que eu sentia quando, saía sem carro e, caminhava para o portão de casa.

Aí me veio aquela frase "Eu era feliz e não sabia!"



E eu não abri a porta

Feliz???
A felicidade é o meu agora, sempre!
Fui feliz e estou muito feliz!

Tudo mudou mesmo, entrei na roda do Silvio Santos.
Vi meus pés sairem do chão, transportada para algo de que nunca havia vivido.
Meu trabalho mudou, minha carreira se modifica, as pessoas que convivo, a cidade, a casa, o clima, a cerveja, o jeito das pessoas, o meu tempo, o meu espaço... o "ter que lidar" com a saudade de alguem que mora muito longe, mas que fala comigo todos os dias e que não deixa de alimentar o que existe entre nós. Complicado... rsrs

Aí, mais uma vez, percebo que o geminiano é absultamente duas personalidades! Mudo minha visão de ver o mundo e a vida, as vezes de 5 em 5 minutos.
Tenho os pés fincados no chão por 12 horas/dia, as outras 12, ele ta flutuando... sonhando, imaginando possibilidades e vivenciando como se fosse o ultimo dia da vida!

Adoro tudo isso, salvo os dias em que fico como ontem.
Em silêncio, dentro e fora... ao dormir e ao acordar, até que a ampulheta dentro de mim, se inverta pra mudar!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Variações sobre um tema banal

I
Não te esqueças que a vida é um momento que voa
um efêmero instante de beleza e alento
vive pois sem temor e com desprendimento
o que ela te ofertar, sem maldizê-la á toa.

É uma nuvem que muda aos caprichos do vento
Se hoje a perdes... O tempo nunca te perdoa
Vida! repara bem como a palavra soa
Não temas pronunciá-la com deslumbramento!


Continue lendo esse lindo poema de J.G. Araujo, clique aqui:
http://www.jgaraujo.com.br/poesias/variacoes.htm

domingo, 6 de junho de 2010

06/06/2010


Hoje to me sentindo meio estranha...
Não sei se é pela gripe e dor de garganta que me pegou de jeito... se é pela dúvida constante de ainda não definir aonde vou morar... se é pela saudade do meu amor e pela mistura incrivel que os sentimentos fizeram em mim... se é porque faz mais de 40 dias que estou proxima a minha familia (e isso não ocorria há 6 anos)... se é porque falta menos de 6 dias para eu ficar mais velha... se é porque este foi o primeiro domingo que fiquei em casa nos ultimos 6 meses... não sei...

Só sei que estou com umas vontades incriveis... uma imaginação fertil...rsrsrs...
E uma vontade louca de sair andando por aí!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Pensamentos Espanhóis

Era aproximadamente 5 horas da tarde, quando ela chegou cansada de sua peregrinação, à cidadezinha de Laguardia. O clima aconchegante nem lhe trouxe a preocupação de procurar alguma pensão por ali.
Sentou-se na praça para esticar as pernas doloridas da caminhada, apreciou o vento, a igreja à sua frente e acendeu o último cigarro de sua carteira.
A noite chegou rapidamente, diminuindo ainda mais a temperatura local. Levantou-se e saiu andando pela ruas estreitas da cidade, enquanto questionava a precisão daquela viagem. Comprou mais cigarros.

Encontrou um lugar chamado "Mayor de Migueloa", entrou, pediu uma garrafa de vinho e sentou-se isoladamente.
Eram tantas perguntas sem respostas. Tantas respostas sem perguntas.
Pensou em seu ex-noivo, no relacionamento que os uniu por anos, todas as fichas aopostadas naquele ex-futuro-casamento. A casa que sonharam, as viagens, a opção por não ter filhos, o ciúme, a falta de romantismo dele. Boomm! Tudo se foi: as mentiras, as verdades, os sentimentos... Ficaram as decepções, os arrependimentos, as palavras sem dizer...
Quanto tinha sido cega diante do que estava o tempo todo aos seus olhos. Isso a matava! Perdeu muito do seu tempo tentando resgatar algo que já se havia perdido no vento. Sentiu-se usada!

Encheu mais uma taça de vinho, pensou na possibilidade de mudar de país, religião, profissão... não, talvez não.
Pensou então na família, no quão sozinha esteve desde que perdera todos num acidente de carro no Texas. Nada fácil passar todos os Natais, aniversários, Páscoas, sozinha... aprender a cozinhar, costurar e trabalhar sem a ajuda de ninguém. Mas conseguiu se superar.

Mais uma garrafa do belo vinho Basco, um cigarro e, sua mente se entorta para o verão do qual não queria refletir.

Janeiro de 2010, Brasil.
Resolvera conhecer nas férias a cidade chamada Fortaleza com seu ex-noivo.
Após alguns dias de hospedagem, à beira da praia de Mucuripe, conhecem um vendedor de lagostas, o homem que mudaria para sempre toda a sua vida, seus conceitos e preceitos.

Há dias atordoada pelo turbilhão de sentimentos que aquele homem gerara em seu corpo... Ela resolve dar fim aquilo que já havia um fim, mas que não havia percebido.
No outro dia, volta àquela praia bem cedo e encontra o lagosteiro preparando-se para outro dia de trabalho. Ele a vê, sorri e corre ao seu encontro. Se entregam.

Alguns dias se passam.

Os compromissos profissionais a faz ter que deixar o país e o amor que conhecera, dias depois. Trocam-se carinhos, palavras, presentes... Os dois aguardam alguma promessa, um compromisso, mas não o fazem.
O vôo de numero 1747 está embarcando seus passageiros. Ela se levanta, olha para ele do outro lado do vidro, o último aceno e vai.

Os cigarros estão acabando e ela enche mais uma taça de vinha. Lembra, agora, do retorno para casa.
Os dias no trabalho, recomeçaram diferentes. Mudou-se de apartamento. Afastou-se dos velhos amigos, não frequentou mais os mesmos lugares de antes, comprou roupas novas. Mesmo assim, não se sentia mais a mesma.

Pega uns dias de folga na empresa com um atestado falso que sua amiga conseguira e sai de viagem á Espanha, para caminhar sem destino.

O cigarro acabou, o vinho também, ela se debruça sobre a mesa de madeira, agarra sua mochila com as pernas e adormece ainda sem saber o que fazer, o que escolher, aonde parar...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cá estou.

Hoje, ouvindo Roberto Carlos, um CD antigo que consegui na internet, só com gravações originais...

Para quem acompanhou as poucas postagens que incluí nos últimos 4 meses, deve ter percebido que a minha vida recebeu um Tsunami de novas experiências, decepções, alegrias, e informações...

Consegui sair daquele emprego que já me deixava exausta diariamente.
Resisti e me libertei de um relacionamento que há tempos não supria minhas necessidades emocionais.
Conheci pessoas novas e me apaixonei por uma em especial.
Comprei roupas novas, namorei muito e um pouco mais.
Gastei um bom dinheiro fazendo algo que eu adoro: viajar.
Joguei no lixo papéis, fotos e objetos velhos que amontoavam dentro de casa.
Compus mais e gravei novas canções, montei um novo projeto profissional.
Fiz novos planos, reformulei alguns e outros fiz questão de esquecer.

Chorei muito pouco e sorri muito mais!

Tudo virou de pernas pro ar e no fim, eu adorei.
Me decepcionei com muitas pessoas e uma em especial.
Tomei calote também.
Perdi uns "amigos" e ganhei outros.
Ouvi fofocas e fui alvo de muitas delas.

Hoje estou aqui, muito bem, feliz, obrigada.
Trabalhando bastante, tudo novo...
Aproveitando mais momentos com a família, com amigos verdadeiros e totalmente focada para meus projetos de felicidade!!

Para quem ainda nao ouviu as minhas novas músicas ("Duas Vidas" e "Ser feliz como ninguém me fez") é só acessar o site: www.tatianasaoli.palcomp3.com.br

Vc me encontra no Orkut e tbm no Twitter.

Esta semana novos videos estarão no youtube.
Abraço a todos e até breve!!!!!!!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Eu to pensando em você

Inspiração dos meus sonhos não quero acordar
Quero ficar só contigo não vou poder voar
Pra que parar pra refletir se meu reflexo é você
Aprendendo uma só vida compartilhando prazer

Porque parece que na hora eu não vou aguentar
Se sempre tiver força e nunca parei de lutar
Como num filme, no final tudo vai dar certo
Quem foi que disse que pra ta junto precisa ta perto?

O tempo que passamos juntos vai ficar pra sempre
Intimidades, brincadeiras, só a gente entende
Pra quem falar que namorar é perder tempo, eu digo:
Há muito tempo eu não crescia, o que eu cresci contigo

Juntos no balanço da rede sob o céu estrelado
Sempre acontece o tempo para quando eu to do seu lado
A noite chega eu fecho os olhos, é você que eu vejo
Como eu queria estar contigo, eu paro e faço um desejo:

Pensa em mim
Que eu to pensando em você e me diz
O que eu quero te dizer
Vem pra cá
Pra ver que juntos estamos e te falar
Mais uma vez que te amo

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Pra quem quiser me entender,
Sou como o vento que alisa as flores mas não se vê.
Sou como um rio, não vou parar,mas cedo minhas águas pra tua sede sem te negar.
Se o sol tá bom eu vou partir,
da sombra que fica ali parada eu vou fugir.
O meu lugar quem sabe é Deus,
que fica lá em cima só olhando os sonhos meus.
Minhas asas não tem um destino, minha alma é de beija flor,
eu beijo tudo aquilo que é bonito e que cheira amor!

terça-feira, 30 de março de 2010

Assim seja

Abençoados os que possuem amigos,
os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos,
os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos,
os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade.

Machado de Assis

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Fim do asfalto

Se for pra fazer a guerra
que seja de travesseiro
Se for pra ter solidão
que seja no chuveiro
Se for pra perder
que seja o medo
Se for pra mentir
que seja a idade
Se for pra matar
que seja a saudade

Se for pra chorar um dia
que seja de alegria
Se for pra cair
que seja cair na folia
Se for pra bater
que seja um bolo
Se for pra roubar
que seja um beijo
Se for pra matar
que seja de desejo

Se for pra ser feliz
que seja o tempo todo
Se for pra morrer
que seja de amor
Se for pra tirar de alguém
que seja a sua dor
Se for pra ir embora
que seja a tristeza
Se for pra ferir
que seja sem querer
Se for pra viver
que seja pra ficar pra sempre com você

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tudo ou Nada

Tudo ou nada é uma decisão que você toma em um momento de despertar da consciência. Mas não basta só isso: é preciso algo mais...


Uma decisão radical é insuficiente se a gente não tomar uma atitude do tipo tudo ou nada. Um despertar de consciência pode ser muito pouco sem uma mudança radical na maneira de agir.

A maioria das pessoas toma decisões superficiais: elas apenas anunciam suas decisões, não mudam as atitudes. Não dizem adeus ao passado, não abandonam velhos hábitos. Assim, com a mesma rapidez que decidem algo, desistem.

É preciso ter decisões consistentes, que resultem em atitudes. Somente uma mudança de atitude após uma decisão cria verdadeiras mudanças na vida de uma pessoa.

Se você decidir deixar a segurança de um relacionamento sem amor e abrir seu coração para uma nova relação, vai precisar encarar as conseqüências. Terá de pagar a conta de cada passo dado e sentir orgulho de superar cada novo desafio. Vai precisar aprender a celebrar cada pequena vitória.

Quem não souber enfrentar essas conseqüências, logo sentirá a necessidade de voltar para aquele relacionamento sem amor.

Se você resolver sair da casa de seus pais e morar sozinho, precisará assumir o estilo de vida que seu dinheiro puder manter. Terá de aprender a cuidar das suas roupas, fazer supermercado, esquentar comida congelada, tudo isso gastando somente o que é viável para seu orçamento. É lógico que também poderá decorar sua casa do jeito que quiser e trazer seus amigos sem dar satisfação a ninguém. O importante é perceber que, com a liberdade, você recebe um brinde chamado responsabilidade. Sua autonomia deverá ser conquistada dia a dia, até que essa nova forma de viver esteja consolidada.

Se você mudar de profissão, precisará se esforçar para adquirir novos conhecimentos e se desenvolver. Terá de enfrentar uma fase de adaptação. Enfrentar o novo. Ser humilde para aprender o que você não sabe. Muitas vezes, os projetos não terão a mesma qualidade que você estava acostumado a atingir. Talvez demore algum tempo até os pedidos dos clientes chegarem. Pode ser que a insegurança apareça em alguns momentos, quando os resultados não forem os esperados. Nesse período de transição, será preciso ter muita fé e determinação para que as dificuldades não o conduzam de volta ao passado.

O mesmo vai acontecer se você decidir sair do emprego que não o satisfaz. Terá também de passar por um período de transição e executar muitas tarefas que geralmente não são agradáveis, como enviar currículos para empresas em busca de trabalho, fazer entrevistas, passar por processos de seleção cansativos e enfrentar toda uma variedade de situações de pressão. Se você não estiver realmente determinado, poderá se acomodar na situação desagradável do antigo emprego.

Essa mesma situação se passa com quem decide trabalhar em um sistema de negócios chamado marketing de rede. Nesse tipo de negócio, que vem crescendo a cada dia, as pessoas utilizam seus relacionamentos para vender produtos aos consumidores e ganham bônus nessas transações. Tomar a decisão de entrar nesse negócio é muito fácil, pois não é necessário passar por uma seleção tão rígida. Mas muita gente se frustra, pois não percebe que, para ter sucesso nesse tipo de empreendimento, é fundamental desenvolver uma nova atitude perante o trabalho.

A pessoa tem de entender que, agora, é dona do próprio negócio. Se não acordar cedo para trabalhar, ela é que será prejudicada. Se não der uma boa assistência para os membros de sua rede de relacionamentos, eles não vão gerar bons resultados. Mas algumas pessoas investem no novo negócio e não percebem que o trabalho com marketing de rede exige uma série de novas posturas. Na verdade, muitas têm a ilusão de que vão ganhar dinheiro sem trabalhar. No entanto, se não tomarem uma atitude do tipo "tudo ou nada", as coisas não darão certo. Definitivamente, o problema não é o marketing de rede, e sim a maneira como a pessoa assume o negócio. Afinal, uma verdadeira decisão exige uma mudança radical de atitude. Uma decisão sem mudança de atitude vira simplesmente uma ilusão ou, pior ainda, o grito de um rebelde sem causa. Barulho sem comprometimento.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rédeas do Possante

Bom, hoje venho espalhar a homenagem que Fabinho Dorneles e meu colega Marcus fizeram no Blognejo (um site maravilhoso da comunidade sertaneja que acompanho) sobre o compositor e produtor Antônio Luis (“Tic-tic nervoso”, “Dou a vida por um beijo”, “Agora aguenta nóis”, etc).


Li a história da música “Rédeas do Possante” (Composição: Antônio Luis / Jotha Luiz) , por qual sou apaixonada, e resolvi postar aqui porque ela faz parte da minha história, de muitas escolhas, das minhas particularidades.


Quem quiser ouvir a minha gravação de Rédeas do Possante, é só acessar aqui: http://palcomp3.com/tatiana/


“Alguns dos capítulos mais importantes da história da música sertaneja foram escritos na década de 90. Compositores e produtores como César Augusto, Cecílio Nena, Joel Marques, Nil Bernardes, entre tantos outros, foram fundamentais para que a música de hoje fosse a força que é.


Um desses personagens me recebeu em sua casa há cerca de duas semanas para um bate-papo. Nada menos que o compositor e produtor Antonio Luis. Toninho, como é conhecido no meio, é o autor de inúmeros sucessos, alguns deles nas vozes de Zezé Di Camargo & Luciano, a quem se refere com muito carinho.


Toninho é ainda o grande vencedor do Grammy 2009 pela produção do CD “Coração Estradeiro”, de Sérgio Reis. Esse bate-papo bacana durou cerca de 2 horas e vai virar uma matéria completa aqui no Blognejo. Por hora vou contar uma de suas inúmeras histórias registradas durante nossa conversa.


O ano era 1990 e Zezé Di Camargo, ainda um ilustre desconhecido, procurou Antonio Luis e os dois conversaram sobre a música “Rédeas do Possante”, para o primeiro disco de Zezé com o irmão Luciano. Depois de alguns ajustes a música entrou no repertório e, como era de costume, Toninho foi até a gravadora Warner para receber um adiantamento pelas canções editadas.


Pela mesma gravadora, Antonio Luis tinha participado da música “Sem Saída”, de César Augusto, gravada por Odair José. A canção estava bombando nas rádios por conta de uma mídia fortíssima. Pela música de Odair José, conta Antonio Luiz, foi lhe dado um valor que hoje seria algo em torno de R$ 5 mil. Questionado sobre o adiantamento da canção “Rédeas do Possante”, Marquinhos, diretor da Warner, sentenciou: “Por Zezé Di Camargo eu não dou adiantamento! Quem é Zezé Di Camargo?”


Toninho acabou recebendo um trocado qualquer pela música e foi para casa chateado. Sem imaginar que seis meses depois o trabalho ganharia disco de platina duplo por 750 mil cópias. E em pouco mais de um ano atingiria a casa de 1 milhão de cópias.


A canção, assim como o disco todo, foi um sucesso. Quando foi ao banco retirar sua parte pela vendagem da música, o compositor quase caiu de costas:


“- Moço, o senhor não pode retirar esse dinheiro!

- Não?! Mas porque não? E quanto é “esse dinheiro”?”


Segundo o compositor, saindo do banco ele passou numa concessionária e comprou á vista um Escort Zero KM, o carro do ano que era seu grande sonho de consumo.”


Quem quiser saber mais da história do Toninho, é só clicar aqui.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Namorar é preciso!

Namorado: Ter ou nao ter, é uma questão


Quem nao tem namorado é alguém que tirou férias nao remuneradas de si
mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado
de verdade é muito raro. Necessita de adivinhaçao, de pele, de saliva,
lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.


Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixao é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil.


Namorado nao precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer
proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase
desmaia pedindo proteçao. A proteçao dele nao precisa ser parruda,
decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensao ou mesmo de afliçao.


Quem nao tem namorado nao é quem nao tem um amor: é quem nao sabe o
gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um
envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode nao ter namorado.


Nao tem namorado quem nao sabe o gosto da chuva, cinema sessao das duas,
medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Nao tem
namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar
sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Nao tem namorado quem faz
pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a
felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.


Nao tem namorado quem nao sabe o valor de maos dadas; de carinho
escondido na hora que passa o filme; de flor catada no muro e entregue
de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico
Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a
meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô,
bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.


Nao tem namorado quem nao gosta de dormir agarrado, fazer sesta
abraçado, fazer compra junto. Nao tem namorado quem nao gosta de falar
do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro
dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Nao
tem namorado quem nao redescobre a criança própria e a do amado e sai
com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro.


Nao tem namorado quem nao tem música secreta com ele, quem nao dedica
livros, quem nao recorta artigos, quem nao chateia com o fato de o seu
bem ser paquerado. Nao tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem
curtir; quem curte sem aprofundar. Nao tem namorado quem nunca sentiu o
gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou
meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Nao tem namorado quem
ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de
obrigaçoes; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Nao tem
namorado quem confunde solidao com ficar sozinho. Nao tem namorado quem
nao fala sozinho, nao ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.


Se você nao tem namorado porque nao descobriu que o amor é alegre e você
vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve,
aquela de chita e passeie de maos dadas com o ar.


Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricçoes de esperança.
De alma escovada e coraçao estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.


Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.


Ponha intençoes de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de
fada. Ande como se o chao estivesse repleto de sons de flauta e do céu
descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria.


Se você nao tem namorado é porque ainda nao enlouqueceu aquele pouquinho
necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou-cresça!


“É preciso pouco para despertar um sorriso, e basta um sorriso para que tudo seja possível.”



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A SAGA DE COTOCO

CAPÍTULO I - COTOCO E O MAR


Cotoco era um menino muito, muito, mas muito triste, pois não tinha os dois braços e as duas pernas . . .
Os amigos sempre tentavam levá-lo pra passear e se divertir.
Um dia o pessoal resolveu ir à praia.
- Já sei! Vamos levar o Cotoco - disse alguém . . .
- É isso! Vamos, Cotoco, a gente vai pra praia e vamos te levar com a gente.
- Não, de jeito nenhum! Vocês não vão se divertir se me levarem....
- O que é isso, Cotoco! A gente reveza e cuida de você.
De tanto insistirem o Cotoco resolveu ir, e chegando lá os amigos o colocaram bem na beirada da água, no rasinho e lá ele ficou se divertindo. Mas o pessoal se distraiu e ele foi ficando por lá.... De repente a maré começou a subir, subir e enquanto as ondas iam e vinham ele ia afundando, afundando. Cotoco então começou a se desesperar....
- Socorro !!!!! !!!!!!! Socorro!!!!!!!!!! - gritava o Cotoco.
Foi aí que um cara, que já tinha tomado todas, o avistou de longe e correu para o resgate.
Heróico, o bêbado pegou Cotoco nos braços e começou a nadar vigorosamente.
E o Cotoco pensou:
- Ufa! Agora estou salvo. . .
Porém o bêbado estava indo pro lado errado e quando finalmente o 'pé de cana estava com água na altura do peito, lançou Cotoco violentamente para o fundo da água e gritou:
- Vai, tartaruguinha. . . . . vai . . . .


CAPÍTULO II - COTOCO, O NADADOR


Depois do quase fatídico e trágico acontecimento na praia, no qual um banhista bêbado pensou que ele fosse uma pobre tartaruguinha e o lançou bem longe em alto mar . Mas foi então que aconteceu um milagre: Cotoco começou a nadar com as orelhas!
Cotoco virou uma celebridade. Virou nadador profissional .
Apareceu no Gugu, deu entrevista no Ratinho, ganhou destaque no Show do Esporte e foi chamado para ir aos Jogos Para-Olímpicos. Chegou o grande dia! Uma equipe contratada começa a prepará-lo e outra, especialmente treinada, joga Cotoco na piscina, mas para espanto geral, o pobre Cotoco fica parado no fundo da piscina, obviamente sem se debater, e é retirado às pressas para a superfície.
Ainda assustado com o grupo de curiosos que se forma à sua volta, Cotoco vai recuperando o fôlego. Todos esperam uma explicação para tamanho fracasso até que Cotoco consegue finalmente dizer:
- Quem foi ... o filho da puta que me colocou ... essa porra de touca?


CAPÍTULO III - O CIRCO


Depois da quase trágica aventura no mar e da sua curta carreira como nadador o coitado do pobre cotoco resolveu fazer um programa que 'APARENTEMENTE' não o colocaria em perigo. Eis que ele reuniu seus fiéis amigos e foram em um circo . Decorria o número do domador de leões, quando o leão escapou da jaula e foi para cima do público.
As pessoas começaram a correr de um lado para o outro, e os amigos do pobre cotoco, é claro, deram no pé . Cotoco se debatia nas arquibancadas e se esforçava para sair dali.
Alguns, ao verem o pobre deficiente, gritavam para que alguém o acudisse:
- Olha o aleijado!!! Olha o aleijado!!!
E cotoco debatendo cada vez mais rapidamente pelas arquibancadas.
- Olha o aleijado!!! Olha o aleijado!!!
E cotoco, se m agüentar gritou:
- VÃO TODOS SE FODER, SEUS FILHOS DA PUTA !!! VIADOS !!! DEIXEM O LEÃO ESCOLHER SOZINHO !!!


CAPÍTULO IV - O CASAMENTO DO COTOCO


Certa vez, uma viúva rica e solitária decidiu que precisava de um outro homem em sua vida, então colocou um anúncio no qual podia-se ler:
'Viúva rica procura por homem para compartilhar vida e fortuna.'
Requisitos necessários:
1 - Não me bater...
2 - Não fugir de mim...
3 - Ser excelente na cama...
Por muitos e muitos meses seu telefone tocou incessantemente, sua campainha não parava um segundo, ela recebeu toneladas de cartas, mas nenhum dos pretendentes se enquadrava nas qualificações. Porém, um dia, a campainha tocou novamente. Ela abriu a porta e quem estava lá????
O COTOCO sem braços nem pernas deitado no tapete da porta.
Perplexa, ela perguntou:
- Quem é você? E o que você quer?
- Olá! - ele disse - Sua busca terminou, pois sou o homem dos seus sonhos.
Eu não tenho braços, logo não posso te bater. Não tenho pernas, portanto não posso fugir de você.
- Bom - ela retrucou - o que o faz pensar que é tão bom na cama?
COTOCO respondeu:
Eu toquei a campainha, não toquei?!?!


......... e Cotoco viveu feliz para sempre....

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

QUANDO O ORGULHO CALA O AMOR


Conta-se que, em algum lugar da China, havia um sábio ancião que decidia questões conjugais. Era ele quem abençoava os casais que queriam se unir e orientava os que estavam se desentendendo, dizendo-lhes se deveriam ou não se separar.


Certa vez, o ancião foi procurado por dois jovens a quem havia abençoado havia alguns anos e que agora falavam em separação. O sábio, percebendo que os dois se amavam, não viu motivo para que desfizessem a união, mas não conseguia convencê-los disso. Então, presenteou-os com uma planta e disse:


— Esta é uma planta muito sensível. Vocês devem deixá-la na sala e, quando ela morrer, poderão se separar.

Assim foi feito: o casal colocou a planta no centro da sala e ficou aguardando “ansiosamente” a sua morte.


Certa madrugada, ambos se flagraram com regadores em punho, cuidando da planta. Naquele dia, amaram-se como nunca.


A planta sensível era, na verdade, a relação dos dois. O amor era forte o suficiente a ponto de acordá-los em plena madrugada. Mas então o que estaria ameaçando aquela união? O orgulho.

O orgulho nos impede de pedir perdão. O orgulho não nos deixa perdoar. O orgulho não nos deixa dizer que ainda amamos…


Roberto Shinyashiki

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ser feliz

Se tudo na vida é relativo,

Relativa também é a idéia

Que cada um faz da felicidade.

Para uns, felicidade é dinheiro no bolso,

Cerveja na geladeira, roupa nova no armário.

Para outros a felicidade

Representa o sucesso,

A carreira brilhante,

O simples fato de se achar importante,
(ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim).

Para outros tantos,

Ser feliz é conhecer o mundo

Ter um conhecimento profundo

das coisas da Terra e do ar.

Mas para mim, ser feliz é diferente :

Ser feliz é ser gente,

É ter vida,

Que como dizia o poeta:

" É bonita, é bonita, é bonita..."

Felicidade é a família reunida,

É viver sem chegada, sem partida

É sonhar, é chorar, é sorrir...

Felicidade é viver cercado de amor,

É plantar amizade, é o calor do abraço

daquele(a) amigo(a), que mesmo distante,

Lembrou de dizer: "Alô"

Ser feliz é acordar às cinco da matina,

Depois de ter ido dormir às três da madrugada,

Com sono e pra lá de cansado,

Só pra dar uma pontinha da cama, para o filho dormir.

Ser feliz é ver todo dia um sorriso de criança,

É música, é a dança, é a paz,

é o prazer de descobrir a cada dia

Que a vida se inicia, novamente, a cada amanhecer.

Ser feliz é ter violetas na janela,

É chá de maçã com canela,

É pipoca na panela,

E um CD bem romântico,

Para esquentar o coração.

Ser feliz é curtir sol radiante,

Frio aconchegante,

Chuvinha ou temporal.

Ser feliz é enxergar o outro.

Ser feliz é fazer da vida, uma grande aventura,

A maior loucura, Um enorme prazer.